
Sopra o vento forte invadindo minha janela;
Desordenando tudo, trazendo muito barulho...
Só o que ouço é o uivar, o sibilar...
O soluço do vento moribundo...
Sopra o vento forte tomando o lugar da doce brisa...
Mudando, transformando... Bagunçando minha vida...
Já não escuto minha voz, não entendo meus pensamentos;
Peço ao vento; Para vento...
Para vento...
Para vento...;...
Mas o vento... Ah!... O vento...
Quase esqueço o sofrimento...
E apenas sinto... Aproveitando o momento;
vento...
Que não vejo, mas sinto... Como meu mais ardoroso sentimento;
Não entendo...! Amor é vento?
Momento?
Sofrimento?
Ou, amor é descobrimento... De um outro eu que no seu;
É complemento...
Transformando o vento em força, vigor, felicidade;
Alimento...
De um vento que traz o respirar;
De quem longe está...
Quando a saudade não quer passar...
Sopra o vento forte... Que bagunçou minha monotonia...
Foi o vento do amor; que simplesmente transformou...
A dor, a melancolia... Na mais total alegria...
E sopra o vento forte... Tudo bem, invada a minha janela!
Samuel S. de Freitas

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