sexta-feira, 23 de abril de 2010

Para...

Para o poeta... Minha música; canção muda...
Palavreada; nunca cantada...
Para o músico... Minha poesia; sonorizada...
Tocada; no papel, melodiada...

Dos versos que escrevo para não cantar;
Ou que canto para não escrever...
Dos versos que tento manipular para sobreviver...
Sendo sem ser... Poeta? Para quê...?
Falo de música, escrevo música...
Que alguém cante... Para me emudecer...

Para a poesia... Perdão...;
Para a música... Noção, sensação, ilusão...
Para mim. Satisfação?
Se canto, se escrevo... Fico eu satisfeito?

E outra vez peço desculpas as palavras...

Pela minha ousadia desenfreada...

Ou quando nada faz sentido para mim. E daí?

Para o poeta; para mim... Sim, sou eu...
Sem razão, sem talento;
De repente estou fora, quase nunca dentro (nunca entro!)...
E eu aguento... Aguento...
Se não a minha, outra música;

Outra vida, outra realidade...
E prometo... Não vou sentir saudades...

Para o poeta... Por que não poesia?
Para o músico... Ora... Música!
E para mim, ser feliz... E nada mais...


Samuel S. de Freitas
Texto escrito em:
22/04/2010 às 09:47.52s

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O vento...



Sopra o vento forte invadindo minha janela;
Desordenando tudo, trazendo muito barulho...
Só o que ouço é o uivar, o sibilar...
O soluço do vento moribundo...

Sopra o vento forte tomando o lugar da doce brisa...
Mudando, transformando... Bagunçando minha vida...
Já não escuto minha voz, não entendo meus pensamentos;
Peço ao vento; Para vento...
Para vento...
Para vento...;...

Mas o vento... Ah!... O vento...
Quase esqueço o sofrimento...
E apenas sinto... Aproveitando o momento;
vento...
Que não vejo, mas sinto... Como meu mais ardoroso sentimento;
Não entendo...! Amor é vento?
Momento?
Sofrimento?
Ou, amor é descobrimento... De um outro eu que no seu;
É complemento...
Transformando o vento em força, vigor, felicidade;
Alimento...
De um vento que traz o respirar;
De quem longe está...
Quando a saudade não quer passar...

Sopra o vento forte... Que bagunçou minha monotonia...
Foi o vento do amor; que simplesmente transformou...
A dor, a melancolia... Na mais total alegria...


E sopra o vento forte... Tudo bem, invada a minha janela!

Samuel S. de Freitas

segunda-feira, 19 de abril de 2010


O que é a saudade, senão a falta de completude oriunda de um outro pedaço ausente que também só se faz inteiriço quando junto da parte faltosa?!

De mim para você...

Tami Santana

A dúvida... O ser poeta...

Palavras destroem o silêncio de quem já não sabe escrever...
Palavras mal desenhadas... Riscos podres, hieróglifos de quem nada quer dizer...
Filosofia inventada... Pobrezas mal interpretadas... Erros de quem não sabe ler...
Palavras... Que já não dizem nada... Em sílabas que já não têm o que fazer...
Na sensação... Erro de ilusão... Pretensão... Risco de quem quer entender...

Confusão... Para o poeta a expressão do erro mais banal...
Insensatez... Para o poeta o risco de risco... Letal sabor natural...
Embriaguez... De palavras sem sentidos... Rimas que são lixos... Surreal...
Emoção... Do poeta sem noção... Do poeta sem razão... Tropeço, morte... Fatal...

Como escrevo... Sem caneta, sem papel... Sem talento...
Como descrevo... Sem saber, sem poder... Sem sentimento...
Como vejo... Sem história, sem destino... Sem momento...
Como percebo... O que escrevo, descrevo, vejo... Não percebo... Meu tormento...

Samuel Sampaio de Freitas