Para o poeta... Minha música; canção muda... Palavreada; nunca cantada...
Para o músico... Minha poesia; sonorizada...
Tocada; no papel, melodiada...
Dos versos que escrevo para não cantar;
Ou que canto para não escrever...
Dos versos que tento manipular para sobreviver...
Sendo sem ser... Poeta? Para quê...?
Falo de música, escrevo música...
Que alguém cante... Para me emudecer...
Para a poesia... Perdão...;
Para a música... Noção, sensação, ilusão...
Para mim. Satisfação?
Se canto, se escrevo... Fico eu satisfeito?
E outra vez peço desculpas as palavras...
Pela minha ousadia desenfreada...
Ou quando nada faz sentido para mim. E daí?
Para o poeta; para mim... Sim, sou eu...
Sem razão, sem talento;
De repente estou fora, quase nunca dentro (nunca entro!)...
E eu aguento... Aguento...
Se não a minha, outra música;
Outra vida, outra realidade...
E prometo... Não vou sentir saudades...
Para o poeta... Por que não poesia?
Para o músico... Ora... Música!
E para mim, ser feliz... E nada mais...
Samuel S. de Freitas
Texto escrito em:
22/04/2010 às 09:47.52s


