segunda-feira, 19 de abril de 2010

A dúvida... O ser poeta...

Palavras destroem o silêncio de quem já não sabe escrever...
Palavras mal desenhadas... Riscos podres, hieróglifos de quem nada quer dizer...
Filosofia inventada... Pobrezas mal interpretadas... Erros de quem não sabe ler...
Palavras... Que já não dizem nada... Em sílabas que já não têm o que fazer...
Na sensação... Erro de ilusão... Pretensão... Risco de quem quer entender...

Confusão... Para o poeta a expressão do erro mais banal...
Insensatez... Para o poeta o risco de risco... Letal sabor natural...
Embriaguez... De palavras sem sentidos... Rimas que são lixos... Surreal...
Emoção... Do poeta sem noção... Do poeta sem razão... Tropeço, morte... Fatal...

Como escrevo... Sem caneta, sem papel... Sem talento...
Como descrevo... Sem saber, sem poder... Sem sentimento...
Como vejo... Sem história, sem destino... Sem momento...
Como percebo... O que escrevo, descrevo, vejo... Não percebo... Meu tormento...

Samuel Sampaio de Freitas

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